O futuro da ‘computação em nuvem’: descentralização e dissipação

El Economista

16 março 2021

El Economista - Luis del Barrio

5G, a Internet das Coisas (ou IoT na sigla em inglês), avanços em inteligência artificial, fazem parte de uma ampla gama de inovações digitais que, interagindo entre si, ou cada uma delas separadamente, geram e processam um grande volume de dados, deixando um aspecto claro: quanto maior o grau de digitalização, maior o volume e a qualidade dos dados que precisam ser gerenciados.

A disponibilidade necessária de infraestruturas adequadas para o processamento e / ou armazenamento de todos estes dados leva-nos a questionar se a tecnologia da nuvem é suficiente para isso. Será possível que na era do imediatismo e da geração / processamento constante de dados, os actuais possam a computação em nuvem hospeda todas essas informações? A resposta é um não definitivo.

E isso nos leva à próxima pergunta: essa tendência implica em um colapso do sistema e da tecnologia em nuvem? É aí que entra em cena o Edge Computing, uma nova tecnologia que em breve aplicaremos tanto no campo industrial quanto no empresarial e que dará mais autonomia tanto aos dispositivos quanto às soluções de gestão, tornando a primeira “ainda mais inteligente”, e a segunda mais eficaz diante da enorme torrente de dados que se aproxima.

Como você conseguiu isso? De uma forma aparentemente muito simples: redistribuindo e adaptando o papel de cada elemento da infraestrutura atual, o que permitirá que os dados produzidos pelos dispositivos e soluções de gestão sejam processados ​​no local onde foram criados. Isso economiza remessas para data centers e nuvens que logo estarão em colapso.

Esta metodologia implica uma mudança de paradigma. Se atualmente temos acesso em tempo real aos dados da nuvem, o Edge Computing vai um passo além, pois envolve a análise dos dados quase em tempo real – estamos falando de microssegundos! -. Em certos setores já é uma necessidade. Veja, por exemplo, o mercado de criptomoedas no setor financeiro ou no setor de saúde. Em suma, com este novo método tanto geradores como captadores de dados tornam-se “mais inteligentes”, pois além de coletar e enviar as informações necessárias em cada caso para a nuvem, eles as processam diretamente, o que implica um salto de qualidade e eficiência exponencialmente com respeito aos modelos anteriores.

Mas as novidades nesse sentido não param por aqui, pois já existe uma evolução para esta inovação: Fog Computing, que utiliza o conceito de “fog” (“névoa” em inglês) para visualizar como essa tecnologia funciona expandindo e diversificando o nuvem.

As plataformas Fog Computing permitem a descentralização da tecnologia de computação em nuvem, ampliando-a e aproximando-a dos dispositivos e soluções conectados, criando nós de interconexão e facilitando a capacidade computacional e de armazenamento. E fazem isso de forma mais atomizada, trazendo a imensa nuvem diretamente para os dispositivos. De certa forma, essa abordagem permite que grandes data centers em nuvem delegem algumas de suas responsabilidades a dispositivos de computação de ponta.

De acordo com a IDC, em 2023, mais de 50% das novas implantações de infraestrutura corporativa estarão localizadas no Edge em vez de em data centers corporativos tradicionais, representando um aumento significativo em relação ao número atual, que está localizado abaixo de 10%.

Em suma, a descentralização tanto dos dados quanto do seu processamento, além de armazenar e trabalhar os dados localmente para ter um tempo de resposta mais imediato e maior eficiência, será fundamental nos tempos que virão. Pois nessa nova economia digital, a geração e principalmente o processamento de dados para convertê-los em informações que por sua vez se traduzem em inteligência de negócios vão determinar a competitividade das empresas independente de seu setor. Prova disso são as tendências do #ClouFM na área de Gerenciamento de Instalações.

Em uma empresa de tecnologia como a The Mail Company, na qual processamos grandes quantidades de dados todos os dias, essenciais para a gestão das operações e que envolvem a realização de milhares de transações diárias para nossos clientes – através da plataforma GIO – estarmos preparados para o O seguinte cenário é uma exigência, analisando e estudando como integrar ou desenvolver novas tecnologias que nos permitam gerenciar cada vez mais dados de forma mais rápida, com um objetivo claro de adaptação para a sobrevivência.

Nossas soluções, como NEOs -gestão centralizada das notificações eletrônicas obrigatórias das Administrações Públicas-, Digital Mailroom ou Bolsa Digital facilitam a logística documental das organizações, transformando seus processos, dando o salto do mundo físico para o digital, o que está gerando um grande “torrente de dados” para gerenciar – estima-se que produzamos 2,5 quintilhões de bytes de dados diariamente-.

No ritmo que estamos indo, os dados globais devem chegar a 175 zetabytes até 2025, o que representa um crescimento anual de 61% – um ZB equivale a um trilhão de gigabytes), conforme explicado recentemente por um meio digital especializado em transformação digital.

As empresas serão digitais ou desaparecerão, e a digitalização será cibersegurança ou não. E, à medida que a nova era digital avança, TODAS as empresas, qualquer que seja seu setor de atividade, serão forçadas a lidar com mais e melhores dados para se manterem competitivas.

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